TRANSGÉNERO, O QUE É?

A partir do momento em que nascemos somos identificados como um gênero baseado nos órgãos sexuais que possuímos, feminino para pessoas que têm vulva e vagina e masculino para pessoas que têm pênis e escroto; no entanto, para muitos seres humanos isso não é tão fácil, pois gênero não é apenas sobre como nosso corpo físico se parece ou é constituído.

Em consequência meninos e meninas são ensinados a agir de acordo como são identificadas e a ter um papel de gênero “adequado” e que encaje com as normas que dicta a sociedade. No entanto, como a influência social en cada um de nós não é completamente visível, temos a tendencia a pensar que as diferenças entre homens e mulheres são por apenas por de natureza biológica, quando na verdade, parte delas é influenciada pelo convívio social.

É assim como, cito à Dra. Jaqueline Gomes de Jesus (doutora em Psicologia Social) autora da publição online, ORIENTAÇÕES SOBRE IDENTIDADE DE GÊNERO: CONCEITOS E TERMOS, onde expresa que:

“A transexualidade é uma questão de identidade. Não é uma doença mental, não é uma perversão sexual, nem é uma doença debilitante ou contagiosa. Não tem nada a ver com orientação sexual, como geralmente se pensa, não é uma escolha nem é um capricho. Ela é identificada ao longo de toda a História e no mundo inteiro. A novidade é que os avanços médicos permitiram que mulheres e homens transexuais pudessem adquirir uma fisiologia quase idêntica à de mulheres e homens genéticos/biológicos. Há várias definições clínicas que descrevem a condição. Seria exaustivo citálas. Se puder simplificar bastante, diria que as pessoas transexuais lidam de formas diferentes, e em diferentes graus, com o gênero ao qual se identificam. Uma parte das pessoas transexuais reconhece essa condição desde pequenas, outras tardiamente, pelas mais diferentes razões, em especial as sociais, como a repressão. A verdade é que ninguém hoje sabe por que alguém é transexual, apesar das várias teorias. Umas dizem que a causa é biológica, outras que é social, outras que mistura questões biológicas e sociais. O que importa é que a transexualidade não é uma benção nem uma maldição, é apenas uma condição, como tantas outras. A resposta mais simples e completa que define as pessoas transexuais é a de que: Mulher transexual é toda pessoa que reivindica o reconhecimento como mulher. Homem transexual é toda pessoa que reivindica o reconhecimento como homem.

Ao contrário do que alguns pensam, o que determina a condição transexual é como as pessoas se identificam, e não um procedimento cirúrgico. Assim, muitas pessoas que hoje se consideram travestis seriam, em teoria, transexuais. Cada pessoa transexual é tratada de acordo com o seu gênero: mulheres transexuais adotam nome, aparência e comportamentos femininos, querem e precisam ser tratadas como quaisquer outras mulheres. Homens transexuais adotam nome, aparência e comportamentos masculinos, querem e precisam ser tratados como quaisquer outros homens. Uma pessoa transexual pode ser bissexual, heterossexual ou homossexual, dependendo do gênero que adota e do gênero com relação ao qual se atrai afetivo-sexualmente, portanto, mulheres transexuais que se atraem por homens são heterossexuais, tal como seus parceiros, homens transexuais que se atraem por mulheres também; já mulheres transexuais que se atraem por outras mulheres são homossexuais, e vice versa”.

Agora, tendo claro o que foi explicado acima, para uma pessoa transexual é imprescindível ser e sentirse reconhecido, viver integrado na sociedade tal como ela é por dentro, através da aceitação social e profissional, um bom exemplo poderia ser: aceitar e chamar-la pelo nome com o qual ela se identifica, ou permitir-lhe o uso da casa de banho correspondente à sua identidade.

O 31 de março é o dia internacional da visibilidade transgénero portanto, queremos enfatizar que existem múltiplas formas em que os seres humanos experienciamos a vida e a sua identidad e as pessoas transexuais não sao a excepção, por isso é importante informar-se, aceitar-mos, respeitar-mos, e valorar-mos desde o profundo do nosso ser para poder ter o entendimento certo de que a vida mesma esta cheia de diversidade!

 

O Símbolo

 

Outro símbolo transgênero, uma combinação do signo masculino e feminino com um terceiro braço combinado representando pessoas transgênero não-binárias

 

A Bandeira

 

Sobre a bandeira, sua autora, Mônica Helms, comenta:

Azul para meninos, rosa para meninas, branco para quem está em transição e para quem não se sente pertencente a qualquer gênero. Simboliza que não importa a direção do seu vôo, ele sempre estará correto”!

 

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